quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Uma ode ao sorriso nu

Hoje eu acordei ao meio-dia
E um pedaço do teto arrebentou a minha cara
O espelho que disse, foi por aí
Vi todos os filmes do quarto
Me achei um belo sacana
Esse sol todo em cima do prediozinho azul, fazendo festa pra mim
Lá estava o cara da obra da casa da frente
E esse muro ridículo estuprando a casa deles em duas
Tinha a placa de lona vagabunda da minha vizinha do primeiro andar,
"Dilma Morcego, sua vereadora"
Quem quer uma vereadora?
Ou uma placa de lona vagabunda?
Me querem pra uma entrevista amanhã
autocad, autocad, autocad, autocad
Eu me matei não tem nem cinco minutos, pulando da janela
E a candidata debochou do agonizante, ali no chão
"vaipraputaquepariu", foram minhas as minhas palavras finais
E ela bateu a porta dizendo baixinho
Que tudo isso que eu fazia era só
Uma ode ao meu sorriso nu

3 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Gosto de palavras assim, fortes. De textos bailando à passagem do meu "ver".

Parabéns!

Obrigado pelas tuas palavras!

Beijinhos*

garotadevenus disse...

Não sabia que jack sabia fazer poemas. Mas pode deixar que eu não vou contra pra ninguém :p
Opa, quer dizer... vou contar pra todos :)

su ellen. disse...

- realmente, ninguém quer uma vereadora :P seus textos me lembram um grande amigo :]