sábado, 6 de dezembro de 2008

Extintores Colômbia - Parte Primeira

Não se sinta um impostor, quando estiver andando ali pelo centro da cidade. Quebre os passos ali na Ouvidor e vá passar o olho por uns livros e filmes, quem sabe algumas bancas também, em último caso, a livraria que fica na Travessa - mas não esqueça de conferir a indumentária antes de empurrar a porta. Não me cometa a asneira de comprar "Eraserhead" com a grana acumulada dos almoços de uma semana inteira, VESTIDO ASSIM. Embora talvez o filme bem valha a sua fome. E essa calça sem cinto.

Vá seguindo o meio-fio, mas sem bajular qualquer linearidade, não, não, não, não, você é o grande impostor das linhas retas, das poli-linhas, das curvas e dos mapas. Pssssst. Tenha suas certezas, mas fale sempre baixo. Não adule essas putinhas.

A vasilha do sono sempre tem as paredes rachadas e estoura às 13:17 hs.

Geléia real. A manufatura da sonolência tem essa exata consistência. Aí os olhos ficam besuntados dela, merda, blergui, a retina vai sumindo, a geléia come solta pelos nervos óticos e o próximo passo é o cérebro des....li...gar.

Água na cara. No rosto. Na cara. Apenas 37% da capacidade de concentração e aproveitamento de memória. Quanto? Um litro e meio de café dopa? Na verdade, isso aqui é água quente, o café está às margens dos trilhos de Sampa. Isso de "café", em empresa, é um eufemismo, um recurso estilístico figurativo feito pra esse chá com cor de uísque se sentir bem, pra essa garrafa com um caubói decalcado e descascado em seu corpo estar aqui na bandeja em cima de um paninho, que por sua vez fica sobre uma geladeirinha cheia de marmitas sonhadoras. Algumas têm arroz azedo. Elas nunca dizem nada. Fico calado então.

2 comentários:

Navarro disse...

Gostei de seu blog. Visitarei novamente.

Jozieli disse...

Achei um tesouro.